PARTO DA MÔNICA

De forma geral, embora pense que o parto normal é uma experiência única e mágica, o que entendo ser fundamental é que a escolha seja feita com todas as informações à disposição dos pais e que não utilizem argumentos irreais para justificar uma cirurgia, muitas vezes desnecessária.

Terça, 22 de março de 2016


crédito da imagem

Mônica teve seu primeiro filho há 6 anos atrás, com 8 meses de gravidez em uma cesárea.

Hoje, com base nas informações e experiência que tenho questiono a real necessidade dessa cesárea. De forma geral, embora pense que o parto normal é uma experiência única e mágica, sempre sou a favor do que é melhor para mãe e o bebê, e respeito a escolha de cada uma. O que entendo ser fundamental é que a escolha seja feita com todas as informações à disposição dos pais e que não utilizem argumentos irreais para justificar uma cirurgia, muitas vezes desnecessária.

Por isso sempre aconselho amigas e clientes que optam pelo parto normal, em primeiríssimo lugar, atentar à escolha do médico! Mas isso é assunto para outros posts…

Voltando à Mônica…

Quando soube que estava grávida novamente, ela estava sem convênio e teria o bebê em hospital público. Embora isso teoricamente seja ótimo para quem quer o parto normal, ela mora no interior de SP e as doulas da região foram unânimes em me falar que não era permitido a entrada delas no Hospital de Nova Odessa.

A partir de então, comecei a preparar a Mônica para um parto normal sem ajuda, onde praticamente tudo dependeria exclusivamente dela! E foram 9 meses de encontros e conversas por telefone e internet e muita preparação psicológica já que a Mônica, no começo, tinha muito medo por tudo o que ouvia sobre o segundo parto pós cesárea, sua idade, dores etc.

Quando estava com 38 semanas e meia ela foi na consulta semanal e a médica disse que seu colo do útero estava fechado e só com 1 cm de dilatação e que se na próxima semana ela continuasse desse jeito ela daria uma carta para programar a cesárea. Como achei cedo para essa decisão, já que o parto normal pode ocorrer em até 42 semanas, achei melhor acompanhá-la na próxima consulta com a médica!

Na última quarta, com 39 semanas e meia estávamos indo para consulta e a Mônica disse que estava sentindo uma cólica diferente das que vinha sentindo (eu achei isso ótimo!). Apesar disso a médica disse que o colo do útero ainda estava grosso, ela continuava com a mesma dilatação e Gustavo não nasceria naquele dia. Por fim deu a carta para programar a cesárea caso não nascesse naquela semana!

Algo me dizia que, pelo andar da carruagem, as coisas poderiam engrenar a noite… E não deu outra… As 18hs ela me ligou dizendo que o tampão estava saindo e que as contrações estavam mais fortes e espaçadas!

Passamos a noite juntas em casa onde pude ajudá-la com banho e com massagens para aliviar a dor. No início da madrugada com o aumento das dores, ela decidiu ir para o hospital onde o exame mostrou que estava tudo bem com o bebê, o colo do útero estava afinando, a bolsa íntegra e só 1 cm de dilatação ainda!! Nesse momento o médico achou melhor ela ficar lá, que ele ligaria conforme as coisas evoluíssem. Após 1 hora depois que voltamos ao hospital, no início da manhã, chamaram o pai para entrar e o Gustavo nasceu!

Algumas horas depois do nascimento, quando finalmente consegui ver a Mônica e o bebê, descobri que ela foi corajosa e seguindo minhas orientações, tinha tido um parto muito tranquilo: sem anestesia, sem ocitocina, sem laceração e sem episiotomia!!!!

Ela estava radiante, linda, feliz e eu extremamente orgulhosa da minha pupila!!!!

Ajudamos a derrubar alguns mitos:

– “Não se pode ter parto normal após cesárea”
– “Com o colo do útero grosso não vai dar para ter parto normal”
– “Se a dilatação não aumentar durante as consultas semanais pode não dar para ser parto normal”

Acho maravilhoso quebrar todos os mitos referente ao parto normal! Quando temos informação, apoio e vontade de fazer acontecer, a mulher se empodera e consegue!!!

Agora é hora de curtir o Gustavo e auxiliar a Mônica com a amamentação, próxima meta a ser atingida (na primeira gravidez ela desistiu aos 2 meses)!

voltar